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SUR FRONTERA WIP LAB

projetos selecionados

categoria desenvolvimento

Viracambota

Gaston Canción

Sandro Da Silva (22) é chefe de uma equipe de tarefeiros em Panambí, Misiones, Argentina. Sua vida transcorre entre o trabalho no erval e o cuidado de sua mãe doente, Roberta. Quando seu pai e seu irmão partem para o Brasil em busca de trabalho para sustentar o tratamento, Sandro fica responsável por tudo. Pouco depois, Roberta morre e a rotina que sustentava seu mundo se desfaz.

A casa fica em silêncio e Sandro começa a atravessar dias de cansaço e noites cada vez mais longas no bar do povoado, onde o álcool e o jogo funcionam como escape. Em uma dessas noites, perde o dinheiro destinado ao pagamento de sua equipe. Sem saber ao certo o que aconteceu, tenta recuperá-lo sem sucesso.

Desesperado, recorre a Marino, um contrabandista que lhe empresta o dinheiro com a condição de devolvê-lo em poucos dias. O tempo passa e Sandro não consegue reunir a quantia. Evita as ligações e se isola enquanto a pressão aumenta. Dias depois, Yessica, uma conhecida, o visita para exigir que ele se apresente.

Naquela noite, ele chega a um camping junto ao rio e, escondido, observa como os homens de Marino castigam outro devedor. Compreende seu destino. Ao não se apresentar, naquela mesma madrugada os homens chegam à sua casa. Sandro foge e se esconde enquanto a casa é saqueada e incendiada.

Sem mais nada a perder, ele foge em direção ao rio e se deixa levar pela correnteza, na esperança de encontrar o que resta de sua família.

O Lobisomem era meu vizinho

Matheus Hein

Porto Alegre, 1978. DUDA tem 11 anos, uma coleção secreta de HQs de terror escondida sob o assoalho e uma certeza: monstros existem. Quando a família se muda para a Vila Minuano — pequena comunidade na fronteira entre Brasil e Uruguai, varrida pelo vento que lhe dá nome — ele descobre Antenor, o vizinho uruguaio da casa ao lado, é um lobisomem de verdade. Mas Duda também descobre que a ida dos pais à fronteira tem objetivos que ele não sabia. Na sua missão de investigar Antenor, ele testemunha a transformação — e em vez de uma criatura monstruosa, vê uma pessoa em sofrimento. Duda estende a mão. Os dois firmam um pacto íntimo baseado nos seus nomes verdadeiros: ele é Lucas, o uruguaio é César. São dois nomes que precisaram esconder, mas que se recusam a largar. Um corpo mutilado surge na região e a comunidade é contaminada pelo medo. Agentes infiltrados invadem a casa — um jovem refugiado é assassinado. Antenor some na noite, levando os culpados no porta-malas. Duda é surpreendido por uma manchete no jornal: "Morre o assassino Lobisomem de Minuano" — um soldado posando, o pé sobre o peito de Antenor, crivado de balas A família parte. Duda entrega aos pais as HQs — não como confissão, mas como conclusão: as revistas erraram sobre o que é um monstro. No banco de trás, abre um caderno em branco e começa a desenhar a sua própria história: "O lobisomem era meu vizinho" , uma HQ de "Lucas Rosano Custódio"

Mudanzas

Bibiana Rojas Gómez

Marta deixa a Colômbia seguindo os passos de seus familiares e amigos que emigraram para diferentes e distantes geografias. Percorrendo suas histórias e visitando os lugares onde agora vivem — de Tijuana a San Francisco, de Calgary a Auckland, de Kiribati a Dubai —, entre animações, cantos e testemunhos de migrantes, Marta descobre as razões de sua partida e o desejo de muitos de não querer voltar.

As anotações de seu diário de viagem permitem dar forma ao seu próprio desejo de mudança e à busca por um lugar que talvez seja apenas mar e deserto. Estaria, assim, buscando seu próprio caminho para Ítaca?

Migraña Juvenil

Viole Marquis

Buenos Aires, anos 2000. Clara está terminando o ensino fundamental e, após a recente separação dos pais, sofre com diferentes males físicos, entre eles a enxaqueca juvenil. Enquanto é levada pelos pais a inúmeros médicos que não encontram respostas para seus problemas, ela reencontra Laila, uma colega de outra turma, com quem no passado foi muito próxima.

Entre risos, segredos e cumplicidade, Clara e Laila se aproximam cada vez mais e, juntas, viverão sua primeira história de amor. Elas compartilham um acampamento, uma festa do pijama, e Clara mostra a Laila o lugar para onde foge quando está triste: Ioná. Um templo judaico ao qual gosta de ir porque todos usam outras roupas e parecem ser outras pessoas.

Clara e Laila fogem da escola para ir a Ioná e, para que as deixem entrar, fingem ser cegas. Bebem o vinho da cerimônia e depois vão para a casa de Laila. Quando a mãe de Laila as vê juntas, dando seu primeiro beijo, a história de amor muda de rumo. Laila é transferida de escola, e Clara sente muito sua falta. Ela tenta visitá-la, mas a mãe de Laila não a deixa entrar.

Depois de semanas sem se verem, no primeiro dia em que Clara pega um ônibus sozinha, vê Laila caminhando pela rua e desce correndo. Elas se abraçam. Caminham juntas pelas ruas de Buenos Aires; o entardecer chega, e elas se beijam. Diante de todos.

Kunhangue

Dario Aldana, Werá Alexandre

Yvá é uma jovem guarani que está prestes a se formar no segundo grau, e apesar de ter sido designada a ocupar o lugar da mãe e da avó como curandeira da comunidade, Yvá sonha em prestar o vestibular e ir estudar bem longe dali, na cidade grande. Mas pra financiar esse sonho, ela começa a vender a alma e a eternidade dela e dos seus. Acontece que quando ela vai até a universidade para prestar o vestibular, ela conhece uma galera mais velha, do cinema, que se entusiasma em fazer um filme inédito sobre o povo de Yvá.

Mas ela explica que quando uma pessoa morre, pra ela encantar em paz, eles acreditam que precisa queimar todos os seus pertences, e é por isso que eles evitam se fotografar ou registrar, porque se aquele registro se perder ou se espalhar, ele não poderá ser queimado, e a alma da pessoa ficará atrapada aqui na terra. O grupo insiste, pois poderiam conseguir um dinheiro bom, que poderia ajudar todo mundo, e Yvá titubeia. De volta a casa, Yvá começa a filmar a comunidade escondida, e por não acreditar naquela tradição - e guardar ela mesma uma foto escondida do pai que morreu - descobrimos que Yvá está vendendo aquelas imagens para uma grande produtora de cinema. No entanto, quando a comunidade é atacada num conflito agrário e a avó de Yvá acaba não resistindo, Yvá, desesperada, tenta reaver as imagens com a produtora, mas não consegue. E agora, ela terá que ir ao mundo dos mortos pra reverter a maldição que jogou sobre a avó e sobre as demais pessoas da comunidade.

Herdeiras da Terra

Denise Fait, Graciela Guarani

A estrada atravessa a tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina sem interrupção. Caminhões cruzam a Ponte da Amizade durante a madrugada, barcos percorrem rios na escuridão e aviões pousam fora de qualquer controle. É nesse fluxo que Ava Porã se move.

Jornalista indígena e integrante do coletivo Paz e Terra, Ava documenta rotas ilegais e reúne provas para processos de reapropriação de terras tomadas durante a construção da hidrelétrica de Itaipu, quando comunidades inteiras desapareceram sob o avanço do projeto.

Durante uma investigação noturna em um bar de fronteira, Ava observa uma movimentação suspeita e identifica Elisa, pilota de táxi aéreo ligada a essas rotas. Quando uma caminhonete deixa o local, ela decide seguir.

A estrada termina em um sítio isolado. Antes da porteira, Ava e seu primo aguardam no escuro. Tiros rompem o silêncio. Do outro lado, a rotina continua.

Elisa já está dentro da casa com as irmãs — Rita e Francisca — e com a avó, Dona Hilda. Elas jogam cartas ao lado do fogão a lenha, enquanto Hércules, o pai, atravessa o quintal, encontra o gato morto na escada do casarão e, sem hesitar, mata os próprios cães de caça.

Ninguém reage. A violência não interrompe nada.

Nos dias seguintes, as imagens chegam ao tribunal federal em Foz do Iguaçu. O caso é distribuído para Francisca.

Juíza, metódica e precisa, ela conduz a investigação mantendo a distância entre sua vida pessoal e a função que ocupa. Até que essa separação deixa de existir. Após uma audiência, Ava segue Francisca pela cidade e presencia um encontro entre ela e Elisa. O reconhecimento é imediato. A pilota e a juíza são irmãs. A investigação muda de direção. Ava publica a conexão. A denúncia ganha escala e expõe o envolvimento da família com o sistema investigado. Francisca é afastada e, em seguida, exonerada. Sem o tribunal, resta apenas o retorno ao sítio. As irmãs se reencontram sob tensão crescente. Rita sustenta o funcionamento da casa, Elisa se desloca entre presença e fuga, e Hércules reafirma a lógica que estrutura aquele território.

Dona Hilda, a avó, atravessa o tempo com memórias fragmentadas que conectam passado e presente: deslocamentos, violência, uma mulher que desapareceu. Perla. A mãe paraguaia. Enquanto essas camadas emergem, Elisa parte para mais um voo. O acidente acontece fora de cena. Sem explicação. Sem corpo. A ausência reorganiza tudo.

No movimento final, Francisca atravessa a fronteira em direção a Ciudad del Este em busca da mãe. O encontro não oferece resolução. Apenas confirma a continuidade de uma história que nunca foi interrompida. A estrada permanece aberta. E o que sustenta esse território segue em movimento.

Doce Lar

Ricardo Santos

Doce Lar é sobre Thiago, um motorista de aplicativo brasileiro, que leva Alejandro, um mexicano egoísta, de carro pelo norte da Inglaterra. Passando por Newcastle, Durham, York e Manchester, os imigrantes latinos irão se apaixonar um pelo outro, encontrarão outras pessoas LGBTQIA+, farão sexo e serão perseguidos pela polícia. Para completarem a jornada em segurança, eles precisarão se apoiar, guiados por amor, inveja e tensão sexual. Mas os diferentes objetivos de cada um os levarão a um destino incerto: voltar para os respectivos países de origem ou seguir como um casal num local onde são maltratados?

Categoria: wip

Todo Empieza Aqui

Magdalena Schinca Damián

O parágrafo de um livro sublinhado de amarelo possibilita uma viagem: o filme. Este me leva a um verão em Treinta y Tres, uma cidade atravessada por um rio que é o território dos livros de Gustavo Espinosa. O escritor me acompanha a buscar os vestígios de três personagens fictícios: Ana, Mondongo e Electrón. Dois bluseiros rurais e uma musa. A mulher mais bela da cidade e, para eles, do mundo. Como se dá corpo à beleza? Como se expandem as letras de um livro? Como surgem seu perfume, seu corpo, sua voz? Pensar nela torna-se uma obsessão, por isso saio à sua procura na cidade. Essa busca me faz atravessar as sensibilidades de mulheres que têm em comum apenas o nome: Ana. Com elas, a personagem do livro vai se entrelaçando. Suas vozes, suas histórias, suas obsessões, seus medos trazem essa nova Ana que se constrói com cada uma e a coloca em primeiro plano. Junto a elas, o filme segue a viagem até levar sua lembrança ao ponto mais ao sul do continente: o fim do mundo. Um lugar onde ainda naufragam as almas que se recusam a desaparecer.

Ritta Faromi - A Flecha Sobre As Águas

Joana Antonaccio

Na Ilha de Boipeba, Bahia, a marisqueira e cantora Ritta tira seu sustento a partir do conhecimento sobre as marés, herdado dos seus antepassados. Mulher trans e negra, Ritta hoje traz a sabedoria ancestral corporificada em sua rotina e voz após muitas violências e silenciamentos à sua identidade. No híbrido de documental e ficção, a protagonista narra como se tornou a Ritta que sempre foi: Faromi, “a flecha que desliza sobre as águas" , em Yorùbá.

Cogum

Maurício Chades

Tonin não tinha dinheiro para morrer. Sem condições de arcar com um funeral, a família Laurindo opta pelo programa “Vala Para Todos” , que não inclui caixão nem velório, e o corpo é jogado em uma vala comum. Fungos que proliferam em Tonin reanimam seu corpo, que, confuso e insatisfeito com o ritual incompleto, vai em busca de seus parentes. Vagando pela casa, o morto-vivo conversa com sua esposa, seus três filhos e sua mãe sobre suas necessidades, mas Tonin se depara com ressentimento e resistência. Como se isso não bastasse, ele ainda tem que lidar com sussurros nos ouvidos vindos dos fungos, que o instam a deitar-se no chão para ser coberto pelo “manto da terra” . Tonin tem que ouvir as reclamações de todos enquanto prepara seu último jantar — um gesto final de carinho, mas também uma oferenda para seu próprio funeral. Enquanto sua esposa e filhos se incomodam com a presença do homem morto, sua mãe,católica, acredita que o filho reencarnou. Para retardar a decomposição e ganhar energia, Tonin come folhas e galhos, provando ser um simbionte, meio morto, meio fungo. Dentes e dedos caem, o fedor piora, e as vozes em sua cabeça o atordoam. Por meio do homem morto, os fungos declaram à família como desejam que o enterro ocorra: que o falecido seja deixado na floresta para que a terra possa devorá-lo e reciclar os nutrientes de sua matéria, transformando-o em adubo. A angústia mobiliza os Laurindos de forma criativa, culminando em um ritual noturno de eco-funeral na Mata Atlântica.

Brasil Pequeno

Genifer Gerhardt, Carla Cassapo

Uma artista mãe viaja pelas profundezas do Brasil à bordo de um motorhome chamado Casa-Tempo. Genifer vai em busca das pessoas que inspiraram o teatro de bonecos "Brasil Pequeno" para lhes apresentar suas miniaturas. Pelas estradas, ora percorridas em silêncio e solitude, ora no burburinho de amigas ou em companhia do filho Valentim, ela reflete sobre maternidade, tempo e existência. Breve história: Em 2009 Genifer faz uma longa viagem de mochilão pelo Brasil apresentando um solo de palhaçaria, nesta primeira jornada conhece as pessoas que vêm a inspirar as miniaturas do espetáculo "Brasil Pequeno" , criado em 2013. Mais tarde, ao longo de 2015 e 2016, volta para a estrada na companhia de seu filho Valentim, o Timtim, para circular com o espetáculo através do projeto contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2014 e também do financiamento direto de uma ampla comunidade virtual mobilizada no perfil da artista nas redes sociais. Seus relatos e fotografias do percurso dão origem ao livro "Brasil Pequeno" , lançado pela Editora Libretos em 2017. Durante as viagens Genifer também manteve "diários de bordo" em vídeo, porém, sem a intenção prévia da criação de um documentário.

Curadores

José Eduardo Camargo

José Eduardo é produtor cultural, formado em Cinema de Animação pela Universidade Federal de Pelotas. Desde 2019 atua de forma contínua na produção de festivais, mostras e mercados audiovisuais, com experiência na organização, coordenação de convidados e produção executiva de eventos culturais. Participou da equipe de produção do II Mercado Audiovisual Entre Fronteiras, realizado durante o 50º Festival de Cinema de Gramado. Integra também equipes de produção do Festival Internacional de Cinema da Fronteira (Bagé/RS), incluindo suas Mostras Regional e de Animação (Pelotas/RS); do Noronha2B – Film Commission Forum, em Fernando de Noronha/PE, e, em 2025, participou da equipe da 13ª edição do Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre (FRAPA).

Ana Luiza Azevedo

Sócia fundadora da Produtora Casa de Cinema de Porto Alegre. Roteirizou e dirigiu os longas AOS OLHOS DE ERNESTO (2019) e ANTES QUE O MUNDO ACABE (2010). Dirigiu, junto com Jorge Furtado, o longa VAI DAR NADA (Paramount – 2022) e o longa-documentário QUEM É PRIMAVERA DAS NEVES (2017). Dirigiu o longa MEDLEY (2026 - em finalização). Dirigiu e roteirizou o tele-filme e a série DOCE DE MÃE (TV GLOBO, EMMY INTERNACIONAL de melhor Comédia/ 2015) e a série documental GRANDES CENAS (Canal Curta!). Dirigiu outras séries entre elas MULHER DE FASES (HBO/2010), DECAMERÂO, A COMÉDIA DO SEXO (TV GLOBO/2009), SÓ SE FOR POR AMOR (Coração da Selva/NETFLIX/2022) e DR4G0N (Casa de Cinema/Globoplay/2024). Dirigiu e roteirizou diversos curtas-metragens entre eles TRÊS MINUTOS (1999 – Seleção Oficial Cannes-2000, Melhor curta Fest.Brasília/Brasil) e BARBOSA (1988 – Melhor curta Havana-1989) e  DONA CRISTINA PERDEU A MEMÓRIA (2002 – Melhor filme Cine-PE). Programou o Cine Santander de 2001 a 2011. Foi uma das coordenadoras do Núcleo de criação da Casa de Cinema e consultora  de roteiros em diversos laboratórios entre eles o Panorama Lab e Lab Novas história.

Alessandro Engroff

Roteirista, produtor cultural e jornalista. Vice-diretor geral no FRAPA (Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre). Diretor artístico do Festival Internacional de Cinema da Fronteira (Bagé/RS). Curador e coordenador do N2B WIP LAB, do Noronha2B - Film Commission Forum. Em 2023, foi curador e produtor do I Mercado Internacional FRAPA, realizado em Sevilha (Espanha), junto ao Encuentro de Guionistas. Em 2025 atuou ainda como produtor da 1ª Feira de Negócios Audiovisuais da Amazônia Criativa (Macapá). Cocriador da série de comédia "Infratores" (Fantástico/TV Globo, 2017). Roteirista da série "Paralelo 30" (Prime Box Brazil, 2018), Participou de duas edições do GloboLab (2015 e 2017), laboratório de roteiros da TV Globo. Finalista do Festival Guiões, Portugal (2016) com o roteiro de longa-metragem de drama “Filho dos Sonhos”.

Marizele Garcia

Marizele Garcia é cineasta e curadora de curtas-metragens do Festival Internacional de Cinema da Fronteira. Natural de Bagé, é formada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Pelotas.

tutores

Viviana Saavedra


Viviana Saavedra é diretora e produtora cinematográfica boliviana. Produziu longas-metragens documentais e de ficção como Cuando los hombres quedan solos (Melhor Filme Boliviano, Prêmios Maya 2019), ¿Por qué quebró McDonald’s?, Caracol, Otros Nosotros, Hijos de la Tierra e América tiene alma. Dirigiu o documentário Tras las huellas de un dinosaurio, vencedor do FOCUART e indicado aos Prêmios Platino.Na animação, produziu AWKI e GUAMÁN, este último vencedor do IBERMEDIA NEXT. Atualmente, produz a coprodução em desenvolvimento entre Brasil, Chile e Bolívia, Comandante Ñ, e dirige o longa-metragem de ficção em desenvolvimento Detrás del horizonte.É diretora, criadora e gestora do Bolivia Lab, laboratório ibero-americano de desenvolvimento cinematográfico.

Alice Marcone

Alice Marcone roteirizou as séries "Manhãs de Setembro" para a Amazon Prime Video, "De Volta aos 15" para a Netflix, "Noturnos" para o Canal Brasil e foi colaboradora de roteiro de "Todxs Nós" da HBO. É co-roteirista do longa-metragem “Eu Vou Ter Saudades de Você”, que estreou no BFI Flare em Londres. Foi premiada pela ABRA como "Roteirista do Ano" em 2021. Também foi jurada na semifinal do Emmy Internacional e na "Mostra Novos Rumos" do Festival do Rio em 2022.

Frederico Ruas

Frederico Ruas é um cineasta brasileiro porto alegrense. Formado em Artes Visuais pela UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Criou e dirigiu a sitcom "Paralelo 30" (2019, Prime Box Brazil). É criador e roteirista da série "A Bênção" (2020, Canal Brasil).
Produtor e roteirista do longa-metragem "Hamlet" (2022), Menção Honrosa no 5º  Marginal Art Festival (Portugal) e vencedor de cinco troféus “Kikitos” na mostra gaúcha do 51° Festival de Cinema de Gramado.

Ana Luiza Azevedo

Com uma trajetória de mais de duas décadas à frente da Casa de Cinema de Porto Alegre, Ana Luiza traz ao laboratório de projetos do Festival Internacional de Cinema da Fronteira toda a sua expertise de uma das grandes cineastas de nosso país. Entre seus trabalhos estão filmes como “Aos Olhos de Ernesto” e “Antes que o Mundo Acabe”, além da série “Doce de Mãe”, vencedora do Emmy Internacional.

Claudia Tajes

Além de 14 livros publicados, entre seus trabalhos no audiovisual estão a série “Mulher de Fases” da HBO, a novela “Guerreiros do Sol” do Globoplay, e os curtas “Roxo Lilás Violeta” e “Voo de Volta”. Claudia também atua como colunista da Matinal Jornalismo.

Paula Markovitch

É diretora e roteirista argentino-mexicana. Seu cinema investiga a ambivalência da condição humana, com personagens que não se deixam compadecer: misteriosos e selvagens.Autora de El premio, Ángeles, El actor principal e Cuadros en la oscuridad, trabalha com improvisações e uma linguagem visual descontraída e poética. El premio recebeu o Urso de Prata por Contribuição Artística (Berlinale, 2011) e o prêmio Ariel de Melhor Filme e Melhor Roteiro (AMACC, 2011).Como escritora, publicou O monstro (contos, Buena Tinta, 2016), Caçadas imaginárias (biografia artística, ESCINE, 2022) e As mãos azuis (novela curta, Aristalia, 2025).Atualmente desenvolve o díptico Paisagens do Fim do Mundo, composto por dois longas-metragens em torno do tema dos desaparecidos na América Latina.

Vânia Lima

É uma diretora, produtora e roteirista com mais de 30 anos de experiência no mercado audiovisual. Graduada pela Universidade Federal da Bahia, ela se destacou na criação e direção de conteúdos que exploram memória, cultura e identidades. Como sócia-diretora do Grupo Têm Dendê, Lima liderou mais de 50 projetos audiovisuais exibidos em países como Brasil, Costa Rica, EUA, Dinamarca e Panamá. Em 2025/26 ela estreia os longas Cartas Para... e Pontos de Força, além das séries Cantos do mar, Iceberg e Memórias do Brasil segunda e terceira temporadas. Atualmente, integra o Conselho Superior de Cinema.

regulamento

1. O V Sur Frontera WIP LAB é um laboratório de projetos que será realizado dentro da programação da XVII edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira, entre os dias 27 de abril a 30 de abril de 2026, na cidade de Bagé (RS), com foco em produções que abordem histórias de fronteira e multiculturalismo, com potencial de coprodução e distribuição internacional, sobretudo latinoamericanos.

2. Serão aceitos exclusivamente projetos de longa-metragem (ficção, documentário e híbrido) em duas categorias de inscrição:
2.1 Work In Progress (WIP) - para talentos com projetos em fase de finalização (exemplos: rough cut, primeiro corte sem finalização de som ou imagem).
2.2 Desenvolvimento (LAB) - para talentos com projetos em fase de desenvolvimento (exemplos: argumento, roteiro ou pré-produção).

3. As inscrições são gratuitas e estarão abertas do dia 10 de março de 2026 até às 23h59 do dia 23 de março de 2026, mediante o preenchimento do formulário de inscrição disponível no site www.festivaldafronteira.com.br.

4. Serão selecionados 9 (nove) talentos, sendo até 3 (três) talentos na categoria Work In Progress e no mínimo 6 (seis) talentos na categoria Desenvolvimento, além de um projeto convidado previamente definido pela organização do laboratório. 

5. Os talentos selecionados participarão de uma programação que inclui consultorias coletivas e individuais com tutores e atividades formativas, além de acesso prioritário às atividades da XVII edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira.
5.1 Na categoria Work In Progress, haverá exibição do filme em cabine fechada com a presença dos tutores e demais talentos participantes do laboratório, seguida de devolutiva individual e orientação criativa.

6. Não há limite de inscrições de projetos por participante. 

7. A lista de tutores inclui importantes nomes nacionais e internacionais e será divulgada nas redes sociais do evento durante o período de inscrições e seleção. 

8. O formulário de inscrição solicita as seguintes informações sobre o projeto: título, formato (longa ficção live action, longa ficção animação, longa documentário, longa híbrido), gênero (drama, comédia), subgênero (se for o caso), estágio de desenvolvimento (desenvolvimento, produção, finalização), histórico do projeto (prêmios e seleções em concursos, editais, laboratórios etc), sinopse de até 1500 caracteres com espaços, argumento ou roteiro (obrigatório para a categoria Desenvolvimento), currículo do proponente com até 1000 caracteres com espaços, nome e currículo da produtora com até 1000 caracteres com espaços (se for o caso), comprovante de residência (para autores residentes em Bagé). Outros materiais (escaletas, one page, textos de apresentação etc) poderão ser adicionados anexo à inscrição, a critério do autor. 
8.1 Na categoria Work In Progress, é obrigatório o envio de link para visualização do filme e senha, se for o caso. 
8.2 Todos os textos deverão ser enviados em português ou espanhol.
8.3 Não é permitido o envio de materiais adicionais, uma vez finalizada a inscrição.

9. Os projetos inscritos serão selecionados pela organização do V Sur Frontera WIP LAB, sendo a decisão soberana e irrecorrível. Além de sua qualidade artística, a seleção levará em conta a abordagem das temáticas de histórias de fronteira e multiculturalismo, com potencial de coprodução e distribuição internacional, sobretudo latinoamericanos. 

10. O informe de seleção será enviado para o e-mail do talento cadastrado na inscrição até o dia 31 de março de 2026, que deverá confirmar sua participação no prazo de 48h. No caso de não confirmação, será chamado um suplente.

11. Será permitida a participação de apenas um (1) representante de cada projeto, que terá direito a hospedagem (quartos duplos e triplos compartilhados com os demais selecionados) e alimentação durante a programação do V Sur Frontera WIP LAB (27 de abril a 1 de maio de 2026). A organização do V Sur Frontera WIP LAB não se responsabiliza por acesso à internet durante as atividades, sendo de inteira responsabilidade do participante, assim como seu transporte.

12. A organização do V Sur Frontera WIP LAB recomenda que os projetos estejam registrados na Biblioteca Nacional ou órgãos similares de cada país, embora não seja exigido registro no momento da inscrição ou participação nas atividades. A organização não se responsabiliza por qualquer situação decorrente da ausência de registro do projeto inscrito.

13. Não são permitidas inscrições que atentem contra os direitos humanos em qualquer instância, sob risco de desclassificação do projeto. 

14. A organização do V Sur Frontera WIP LAB não tem qualquer ingerência nos resultados das atividades e reuniões, limitando sua participação em promover e qualificar os projetos.

15. A inscrição e participação no V Sur Frontera WIP LAB implicam na aceitação e cumprimento de todos os termos e condições previstos neste Regulamento.

16. O aceite na participação implica em fazer constar o logotipo do Sur Frontera WIP LAB nos créditos do filme, quando realizado. 

17. No caso de ocorrências não contempladas neste regulamento, a organização do V Sur Frontera WIP LAB tem autoridade para tomar as decisões que considerar mais adequadas para realização da atividade, de forma soberana e irrecorrível, informando sua decisão publicamente. 

18. Dúvidas devem ser encaminhadas ao e-mail surfronterawiplab@gmail.com.

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